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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Qualquer miserável agora tem carro



Qualquer miserável agora tem carro!
Sim, qualquer miserável de mente e raciocínio, independente da classe social, tem carro, porque este representa pra maioria STATUS, PODER e não uma necessidade!FATO

E se carro representa status e não necessidade, por que o pobre se enfia onde não é chamado?
Status não é (ou deveria ser) para quem pode pagar por isso?

Não é que o pobre se enfia onde não é chamado, é a lavagem cerebral que a mídia faz e que cabeças fracas de TODAS AS CLASSES SOCIAIS absorvem. Veja quantas propagandas de carro há, cada uma mais apelativa que outras, mostrando uma realidademuito distante que muitos acreditam que podem alcançar pq o mercado financeiro oferece N oportunidades pra isso. Quantas concessionárias existem com vendedores que só faltam te carregar numa liteira pra dentro das lojas, e por aí vai!
Tudo é muito apelativo e as pessoas julgando o carro como uma "segunda pele mais evoluída" acabam cedendo.

Em tempo, o problema com transporte público jamais terá solução visto que o investimento de montadoras, concessionárias e auto escolas em nosso país é cada vez maior. E depois que Lula iludiu pessoas incentivando-as ao consumo vai ser difícil de controlar essa avalanche e conscientizar as pessoas não somente sobre o transito caótico mas os efeitos maléficos ao meio ambiente.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Consumindo-se!


O combate ao crack começa dentro de casa, através de pais responsáveis que passam valores e impõem limites aos seus filhos. Se hoje temos o avanço do crack é porque muita liberdade foi dada a quem não sabia sequer usufruí-la, ou seja, ainda na tenra idade, crianças e adolescentes não tem limites impostos pelos pais, tudo é permitido. Isso tudo é fruto de uma sociedade que é formada por famílias cada vez mais permissivas. E agora o governo precisa intervir e nós mais uma vez pagaremos a conta e não teremos um resultado satisfatório, porque eu e você podemos não estar sendo tão responsáveis com nossos filhos quanto deveríamos.

Penso que o consumo de qualquer droga seja fruto de frustração e insatisfação.
Vivemos em um mundo onde a palavra chave é CONSUMIR!
Queremos a melhor casa e não temos!
Queremos o melhor carro e não temos!
Queremos o melhor corpo e não temos!
A realidade é dura e bate à nossa porta e quem resiste à ela?
Consumismo: fuga da realidade de o quanto somos miseráveis como seres humanos!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

As pedras estão falando


Pois é, minha gente, as pedras estão falando!
A gente chama de pedra tudo aquilo que nos incomoda e pode nos servir de tropeço e quer a gente queira ou não, as pedras já não estão mais apenas nos fazendo tropeçar, mas também falando, pra nos chamar a atenção de que algo não está nada bem!
A ironia nisso tudo é que as frases acima foram ditas por uma pessoa cuja a sociedade de nossos dias tão pseudo-moralista a discrimina pela opção sexual que fez e por se assumir como tal e ao mesmo tempo, esta mesma sociedade,  está destruindo o futuro moral e intelectual de nossos jovens.
Cárater, personalidade  e educação, minha gente, não é questão de gênero e muito menos de opção sexual!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O Caçador e a Caça

Muitas vezes nos baseamos em estratégias irracionais da nossa própria cultura e que acabam por criar crendices ou ditos populares com grau elevado do senso comum:
"Os homens são todos iguais"
"As mulheres são sempre interesseiras"
"Todo mundo é bom, até que se prove ao contrário"
"Todo mundo merece uma segunda chance"

Reconhecer que a maldade existe de fato é uma realidade a qual não gostamos de lidar.
Pessoas do bem tendem a acreditar que todos os seres humanos são capazes de cometer "falhas sombrias" e que em situações bizarras podem se transformar em assassinos cruéis. Acreditar que todos temos um "lado sombrio" é mais fácil do que admitir a idéia real e pertubadora de que alguns seres humanos vivem permanentemente em uma insensibilidade moral absoluta.

A nossa sociedade vem banalizando o mal e contribuindo para a inversão dos valores morais. Cotidianamente nos deparamos com jornais e revistas que estampam homicidas cruéis, assassinos em série, políticos corruptos, terroristas, pedófilos, estupradores, torturadores de mulheres, idosos, crianças e animais, líderes religiosos inescrupulosos, estelionatários e profissionais desleais.

A modernidade foi responsável por uma série de mudanças na nossa forma de ver e sentir o mundo. A revolução tecnológica inundou de conforto a nossa vida. Dispomos de uma imensa variedade de coisas que facilitam nosso dia a dia pore´m não encontramos TEMPO disponível para cultivarmos nosso lado afetivo. O desenvolvimento econômico nos tempos modernos fundamenta-se na crença cega de que NÃO DEVEMOS PARAR NUNCA, ou seja, NADA E NEM NINGUEM É CAPAZ DE NOS SATISFAZER PERMANENTEMENTE POIS SEMPRE HÁ NOVAS POSSIBILIDADES PARA SEREM TESTADAS NA CONQUISTA DA TAL REALIZAÇÃO PESSOAL. Se não tomarmos cuidado acabaremos adotando a conduta psicopática como um estilo de vida, eficiente para se alcançar a autosatisfação ou então como um comportamento adaptativo de sobrevivência. Precisamos rever a nossa tolerancia em relação às pequenas transgressões do dia a dia, como jogar papel no chão, buzinar em frente ao hospital, urinar em postes, cuspir nas calçadas, estacionar em locais proibidos, não recolher os dejetos dos nossos animais de estimação nas ruas e por aí vai. Sem contar a nossa tolerância para com a corrupção, tipo: "Ele rouba, mas faz!"


A cultura do INDIVIDUALISMO e o desejo de conseguir bem estar material a qualquer custo tem provocado erosão dos laços afetivos dentro da nossa sociedade. Com isso, virtudes como HONESTIDADE, RECIPROCIDADE e RESPONSABILIDADE com os demais cai em total descrédito. E assim, repletos de conforto e tecnologia acabamos por nos tornar cada vez mais sozinhos e menos comprometidos com nossos semelhantes.Com isso as pessoas mais sensíveis, mais puras de alma e coração, inseguras e vulneráveis se tornam presas fáceis dos "vampiros sociais", ou melhor dizendo, psicopatas. De certa forma estamos contribuindo para promover uma cultura na qual a psicopatia encontra uma campo bastante favorável para florescer, criando um terreno fértil para que  psicopatas se sintam à vontade no exercício de suas habilidades destrutivas. 
Determinados lugares se encaixam como luvas para a ação plena desses predadores afetivos: bares, clubes sociais, boates, resorts, cruzeiros, aeroportos e internet. Nesses locais eles costumam fazer verdadeiros plantões como predadores à espreita de suas próximas vítimas que são as solitárias que buscam companhia e diversão. Os psicopatas são experts em detectar e explorar nosso lado mais vulnerável. Eles identificam as "feridas" em nossa alma e nao perdem tempo de tocá-las quando podem. Parecem a "pessoa perfeita", ficando horas à fio ouvindo seus problemas, sem se preocuparem em falarem de si mesmas, mas na realidade não passam de "falsos terapeutas" que estão colhendo informações para usá-las mais tarde contra você.

Não se engane: Psicopatas não são necessariamente assassinos em série e nem mesmo violentos. Eles costumam ser espirituosos e muito bem articulados, tornando qualquer conversa muito divertida e agradável. Geralmente contam histórias inusitadas e convincentes nas quais eles são sempre os mocinhos. Costumam ter um sorriso cativante, linguagem corporal interessante e boa lábia. Não economizam charme e nem recursos que os torne mais atraentes no exercício de suas mentiras e para algumas pessoas eles se mostram suaves e sutis, tal como os galãs da TV e cinema. Tendem a impressionar suas vítimas com elogios, bajulações, cuidados especiais, gentilezas excessivas aparentando ser "Tudo de Bom". Tentam demonstrar conhecimento em diversas áreas como filosofia, arte, literatura, sociologia, medicina, psiquiatria, administração, legislação e usam e abusam de termos técnicos, passando credibilidades aos menos avisados e informados. Fingem ser profissionais qualificados, sem nunca terem colocado os pés numa faculdade. Passeaim sobre vários assuntos apenas para embromar e impressionar suas vítimas e conseguir o que desejam. Eles se vêem como centro do Universo e tudo deve girar em torno deles. Embora saibam que estão violando os direitos básicos dos outros, por escolha, reconhecem somente suas próprias regras e leis. São extremamente hábeis em CULPAR OS OUTROS por seus atos, eximindo-se de qualquer respoinsabilidade. Para eles, a culpa sempre é e será dos outros. Não sentem qualquer embaraço sobre dívidas contraídas, pendências financeiras, ou mesmo problemas de ordem legal ou pessoal. Não possuem sentimentos de culpa, não lamentam pelo sofrimento que causam em outras pessoas e não conseguem ver rezão para se preocuparem com isso. As outras pessoas são meros objetos ou coisas, que devem ser usados sempre que necessários para a satisfação do seu bel-prazer. São incapazes de amar e gostam de possuir pessoas e coisas e é com esse sentimento de posse que eles se relacionam com o mundo e com as pessoas. Confundem amor com excitação sexual, tristeza com frustração e raiva com irritabilidade. São muito mais RACIONAIS do que emocionais. Apelam para nossa capacidade de sermos solidários, através do "jogo da pena"(do coitadinho).

IMPORTANTE: Ninguém vira psicopata da noite para o dia. Eles nascem assim e permancem assim durante toda a sua existência, pois tudo indica que estes indivíduos apresentam uma "desconexão" dos circuitos cerebrais relacionados com a emoção. Como seres humanos temos grande dificuldade em acreditar que existam crianças genuinamente más. É estarrecedor observar que crianças que deveriam estar brincando e estudando trafiquem drogas, empunhem armas e apertem gatilhos sem qualquer vestígio de piedade. Lógico que muitas são influenciadas pelo meio que vivem, no entanto outras tantas possuem uma inclinação voraz e inata ao crime, são más em suas essências.O ambiente social no qual a violência e a insensibilidade emocional são "ensinadas"  no dia a dia, pode levar uma pessoa propensa à psicopatia a ser um perigoso delinquente.Filhos psicopatas se utilizam muito do jogo da culpa. Eles costumam justificar seus atos transgressores como consequencia de comportamentos inadequados de seus pais quando eles ainda eram crianças e é muito dificil de convencer esses pais de que tudo isso não passa de um "jogo da culpa".

 Por outro lado, um ambiente social favorável, uma família estruturada, com uma educação mais rigorosa, vigilante e menos condescendente às transgressões, não evita a psicopatia mas pode levar essa mesma propensão a se manifestar na forma de um desvio social leve ou moderado, pois inibe uma manifestação mais grave. É mais sensato falarmos em ajuda e tratamento para vítimas de psicopatas do que para eles mesmos, visto que além de acharem que não têm problemas, não esboçam desejo algum de mudança para se ajustarem a um padrão socialmente aceito se acham autosuficientes e suas ações predatórias e devastadoras são absolutamente satisfatórias e recompensadoras para eles mesmos. Em alguns casos, os tratamentos para estes indivíduos, pode até agravar o problema, munindo-os de recursos preciosos que os aprefeiçoam na arte de manipular e trapacear os outros
A PSICOPATIA NÃO TEM CURA, É UM TRANSTORNO DA PERSONALIDADE E NÃO UMA FASE DE ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS MOMENTÂNEAS. Entre homens e mulheres, 4% da população, apresentam esse lado sombrio da mente

(fonte: Livro "Mentes Perigosas"/ Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva)

SITES ÚTEIS

-Associação Brasileira de Psiquiatria
www.abpbrasil.org.br

-Centro de Valorização da Vida
www.cvv.com.br

-Disque Denúncia
www.disquedenuncia.org.br

-Associação de Parentes e Vítimas de Violência
www.apavv.org.br

-Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos - SAFERNET Brasil
www.denunciar.org.br

terça-feira, 28 de setembro de 2010

28 Milhões tirados da Pobreza, mas com que Qualidade?

BRASÍLIA - A candidata do PT, Dilma Rousseff, diz que o governo Lula possibilitou que 28 milhões de pessoas deixassem a pobreza e 36 milhões entrassem na classe média. Até agora, ela falava em 24 milhões de pessoas que deixaram a pobreza.
- "Acredito que o país sempre vai ser julgado pelo que faz pelas crianças e jovens. Tenho certeza de que o fato de ter tirado 28 milhões de pessoas da miséria contribuiu bastante para as famílias protegerem seus filhos" - disse a candidata.
Dilma prometeu dar tratamento integral à criança e à mulher-grávida e repetiu sua promessa de criar seis mil creches.
(fonte: o Globo)

Mas agora eu pergunto: Com que qualidade de vida estas pessoas saíram da margem da pobreza? De que adianta alguem sair da pobreza sem dar-lhe infraestrutura pra viver a vida em outro parâmetro social?
Promessas nao resolvem! Primeiro tem que se preparar o "terreno", a "casa", o "ambiente" pra depois receber alguem!
Vejo essas pessoas "saindo" da pobreza e se deslumbrando pelo "mundo encantado do consumismo" sem estar devidamente preparadas. O resultado nao se mostra agora, mas é de médio à longo prazo onde nossa natureza será afetada, pois quanto mais se consome SEM CONSCIENCIA E EDUCAÇÃO, mais lixo se produz e também mais DÍVIDAS se adquire. Não estamos preparados! Seria bom se ao invés de prometer se desse um passo importante na área da educação, pelo menos pra salvar as futuras gerações, criando-se uma nova grade como a de ECONOMIA SUSTENTÁVEL, que acham?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Negócio" de pai e filho


Um professor universitário e seu filho foram presos, na tarde desta terça-feira, com 108 pés de maconha plantados no apartamento onde vivem, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a polícia, os acusados afirmaram que a droga plantada na cobertura da família, algumas em estufa, era para consumo próprio.

(Por: Agencia Terra)

A operação da Polícia Civil que culminou da prisão da dupla começou após uma denúncia. Os dois estavam em casa no momento e não reagiram à prisão.

Ter uma plantação de maconha num apartamento de luxo é um sinal dos tempos em que vivemos - de total inversão de valores.

O Código Penal é bem claro: cultivar entorpecentes é crime.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O novo Brasil da Sociedade de Consumo


O tempo todo estamos sendo bombardeados por notícias "otimistas" sobre o crescimento e aquecimento da economia em nosso país. Com isso cada vez mais as pessoas se anestesiam e sentem-se motivadas a consumir e acreditam que não há nada de errado nisso. Acreditam elas que as oportunidades agora são iguais para todos, ou seja, os pobres estão chegando lá no mesmo patamar dos ricos (será?) É pregado pela atual sociedade de consumo que se você trabalhar mais competindo no mercado de trabalho (não importa de qual maneira), se endividar com prestações à perder de vista nos cartões e carnês da vida, terá grandes chances de se equiparar ao ricos e famosos e usufruir de todas as mordomias dos mesmos (quem sabe a proxima capa da revista Caras, terá você, nao é?)

Tudo bem! Ninguem gosta de ser pobre, passar apertado todo mês, andar de busão lotado, nao poder usar todas as roupas da moda, nao poder adquirir os melhores eletro- eletrônicos, mas será que nao estamos exagerando?

Li em um blog a seguinte passagem: "Paulo Freire afirmava que o grande papel da educação deveria ser o de libertar as pessoas da escravidão do consumismo. Entretanto, somos estimulados o tempo todo, desde criancinhas, e por todos os meios a consumir sem parar! Ao invés de tentarmos nos libertar, ou de questionarmos este modelo, queremos consumir mais e mais, num padrão tão elevado quanto o dos ricos e famosos, incensados pela mídia para que os tomemos como modelo a serem seguidos e invejados."

Junto com esse desejo desenfreado surgem sentimentos que têm nos colocado abaixo dos animais os quais chamamos irracionais, mas será que são eles mesmos os irracionais deste cenário? Estamos à cada dia mais frios, egoístas, solitários e pobres levados a perseguir um modelo de consumo inalcançável e que só fará manter os pobres mais pobres e escravizados à necessidade de trabalhar sem descanso a vida toda, deixando atrás de si famílias desestruturadas, pessoas ansiosas, e um planeta arrasado com nosso lixo e briga por espaço.

Somos induzidos e conduzidos a consumir não por que precisamos, mas por que merecemos, desejamos, podemos. A falta de dinheiro, que deveria funcionar com um freio, é superada rapidamente pelo crédito fácil e prestações a perder de vista que beiram a irresponsabilidade, ao tratamento cordial que nos é dado quando vamos aos bancos e lojas.
Construímos um futuro de ouro mas cujo os pés são de barro nos escravizando às dívidas, obrigando-nos a dedicar mais ao trabalho esquecendo que nosso corpo e mente precisam de descanso

terça-feira, 27 de julho de 2010

Homens malvados conquistam mais – Ciência Maluca


O que justifica isso são três traços de personalidade que, a despeito de seu potencial de estragar a humanidade, se mantêm na população: o narcisismo, a psicopatia e o maquiavelismo.
Pessoas com essas características tendem a ser isoladas da sociedade.
Mas elas se isolam, mas qdo precisam se relacionam até atingirem seus objetivos, ou nao?
Leia mais e confira:

Homens malvados conquistam mais – Ciência Maluca

quinta-feira, 5 de março de 2009

Quem tem medo da SOLIDÃO?

Por: Flávio Gikovate

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- Muitos casais só evitam a separação porque temem o isolamento de uma vida solitária. Nossa sociedade centrada no núcleo familiar, estimula a dependência entre as pessoas.

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O que é preferível: ficar só ou mal acompanhado? A esta pergunta a grande maioria das pessoas responde de duas maneiras diferentes. Quando se trata de uma situação hipotética ou da vida dos outros, elas dizem que não há sentido algum em continuar com que não se ama ou com quem a gente não tem afinidade. Assim respondem também os mais jovens e inexperientes. No entanto, quando enfrentamos uma situação de fato, em que um homem e um mulher se vêem envolvidos numa união cheia de brigas e dissabores, a coisa é muito mais complicada. A maior parte dos casais prefere ir tocando o relacionamento aos trancos e barrancos em vez de fazer as malas e ir para qualquer outro lugar - a casa de um parente, de um amigo, um hotel etc. Essa é uma das situações em que é muito fácil falar, mas muito difícil de fazer.



Afinal, o que nos prende tanto ao casamento? Serão so filhos? O patrimônio? Os costumes e apegos que temos às coisas que nos cercam, especialmente a própria casa? Ou será o pavor de nos vermos isolados? Embora todos os fatores citados tenham certa importância, acredito que a principal razão pela qual as pessoas conservam vínculos absolutamente insatisfatórios deriva do fato de que não podem sequer se imaginar sozinhas por alguns dias. É curioso, pois isso acontece também com aquelas criaturas que, no passado, viveram longo tempo sem companhia. É como se a gente desaprendesse totalmente que nossa condição é, sob certos aspectos, até bastante agradável. É como se a gente regredisse e conseguisse se considerar integrada apenas dentro de um grupo.
Todos nós cescemos participando de um núcleo familiar - ou algum substituto dele - no qual nos sentíamos mais protegidos, mais confortáveis. E a sensação persistia mesmo se o ambiente fosse tenso, cheio de brigas e atritos. Afinal de contas éramos dependentes e não tínhamos a opção de ficar sozinhos. Esta hipótese estava relacionada com o total desamparo e com a falta de recursos para a sobrevivência. Parece que, depois de adultos, continuamos a associar à vida em família toda a sensação de proteção e segurança: e, à vida solitária, todo o medo e todo o abandono. Isso sem contar os preconceitos, pois crescemos ouvindo frases do tipo: "Coitada de fulana! Não se casou e vive sozinha. Como deve ser triste a sua vida!", "pobre daquele menino órfão que não tem os pais para lhe dar carinho e atenção". Tais frases, repetidas durante os anos de formação, ficam impressas a ferro e fogo dentro de nós.



Podemos ficar sozinhos por anos a fio, especialmente durante a mocidade. Isso acontece quando vamos estudar ou trabalhar noutra cidade, por força das circunstâncias ou mesmo por livre opção. Depois de certo período mais difícil de adaptação, acabamos gostando muito fa esperiência. Mas vêm de novo os preconceitos que nos "ensinam" não ser "normal" gostar de ficar só. Logicamente, esse tipo de contradição nem sempre ocorre. No nosso país, a grande maioria dos jovens só sai de casa para se casar. Quando estuda fora, mora em repúblicas, que são habitações coletivas, onde mais uma vez se valoriza a vida em grupo.


Embora nem todos tenham consciência disso, a sociedade favorece a dependência entre as pessoas. Acontece que, em determinados momentos, deveríamos estar capacitados para atos de plena autonomia. E não estamos. É o caso da situação conjugal cheia de brigas e desacertos. Racionalmente, teríamos de pôr um fim nisso o mais depressa possível. Precisaríamos ter condições para passar um certo tempo sozinho, independentes, nos bastando, capazes de diálogos interiores, meditação e reflexão até para entender em profundidade porque as coisas se encaminharam dessa forma. Infelizmente, a simples idéia de nos encontrarmos isolados num quarto de hotel já nos provoca pânico. E ficamos presos ao emaranhado complexo em que se transforma a vida conjugal cheia de atritos. Na maioria dos casos, não temos forças sequer para uma separação temporária. Penso que esse tipo de medo é muito perigoso, pois não são raras as vezes em que uma "pausa conjugal" pode ser a última chance para a reconciliação. Quando estamos sozinhos e longe da situação de conflito, temos oportunidade para refletir melhor e fazer uma autocrítica mais correta. Aliás, deveríamos recorrer à solidão sempre que nos encontrássemos numa encruzilhada, ganhando novas forças antes de tomar decisões radicais e definitivas.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Os HOMENS desejam MULHERES que NÃO existem?








Está na moda - muitas mulheres ficam em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pêlos pubianos nos salões de beleza. Ficam penduradas em paus-de-arara e, depois, saem felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, a vereda indicativa de um desejo inofensivo e não mais as agressivas florestas que podem nos assustar. Parecem uns bigodinhos verticais que (oh, céus!...) me fazem pensar em... Hitler. Silicone, pêlos dourados, bumbuns malhados, tudo para agradar aos consumidores do mercado sexual. Olho as revistas povoadas de mulheres lindas... e sinto uma leve depressão, me sinto mais só, diante de tanta oferta impossível. Vejo que no Brasil o feminismo se vulgarizou numa liberdade de "objetos", produziu mulheres livres como coisas, livres como produtos perfeitos para o prazer. A concorrência é grande para um mercado com poucos consumidores, pois há muito mais mulher que homens na praça (e-mails indignados virão...) Talvez este artigo seja moralista, talvez as uvas da inveja estejam verdes, mas eu olho as revistas de mulher nua e só vejo paisagens; não vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo meninas oferecendo a doçura total, todas competindo no mercado, em contorções eróticas desesperadas porque não têm mais o que mostrar. Nunca as mulheres foram tão nuas no Brasil; já expuseram o corpo todo, mucosas, vagina, ânus.O que falta? Órgãos internos? Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Muitas têm boquinhas tímidas, algumas sugerem um susto de virgens, outras fazem cara de zangadas, ferozes gatas, mas todas nos olham dentro dos olhos como se dissessem: "Venham... eu estou sempre pronta, sempre alegre, sempre excitada, eu independo de carícias, de romance!..."Sugerem uma mistura de menina com vampira, de doçura com loucura e todas ostentam uma falsa tesão devoradora. Elas querem dinheiro, claro, marido, lugar social, respeito, mas posam como imaginam que os homens as querem.Ostentam um desejo que não têm e posam como se fossem apenas corpos sem vida interior, de modo a não incomodar com chateações os homens que as consomem.A pessoa delas não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele.Mas, que nos prometem essas mulheres virtuais? Um orgasmo infinito? Elas figuram ser odaliscas de um paraíso de mercado, último andar de uma torre que os homens atingiriam depois de suas Ferraris, seus Armanis, ouros e sucesso; elas são o coroamento de um narcisismo yuppie, são as 11 mil virgens de um paraíso para executivos. E o problema continua: como abordar mulheres que parecem paisagens?Outro dia vi a modelo Daniela Cicarelli na TV. Vocês já viram essa moça? É a coisa mais linda do mundo, tem uma esfuziante simpatia, risonha, democrática, perfeita, a imensa boca rósea, os "olhos de esmeralda nadando em leite" (quem escreveu isso?), cabelos de ouro seco, seios bíblicos, como uma imensa flor de prazeres. Olho-a de minha solidão e me pergunto: "Onde está a Daniela no meio desses tesouros perfeitos? Onde está ela?" Ela deve ficar perplexa diante da própria beleza, aprisionada em seu destino de sedutora, talvez até com um vago ciúme de seu próprio corpo. Daniela é tão linda que tenho vontade de dizer: "Seja feia..."Queremos percorrer as mulheres virtuais, visitá-las, mas, como conversar com elas? Com quem? Onde estão elas? Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que nosso sexo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, nos provocando desejo para me vender satisfação. É pela dificuldade de realizar esse sonho masculino que essas moças existem, realmente. Elas existem, para além do limbo gráfico das revistas. O contato com elas revela meninas inseguras, ou doces, espertas ou bobas mas, se elas pudessem expressar seus reais desejos, não estariam nas revistas sexy, pois não há mercado para mulheres amando maridos, cozinhando felizes, aspirando por namoros ternos. Nas revistas, são tão perfeitas que parecem dispensar parceiros, estão tão nuas que parecem namoradas de si mesmas. Mas, na verdade, elas querem amar e ser amadas, embora tenham de ralar nos haréns virtuais inventados pelos machos. Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém quer ser real hoje em dia - foi uma decepção quando a Tiazinha se revelou ótima dona de casa na Casa dos Artistas, limpando tudo numa faxina compulsiva.Infelizmente, é impossível tê-las, porque, na tecnologia da gostosura, elas se artificializam cada vez mais, como carros de luxo se aperfeiçoando a cada ano. A cada mutação erótica, elas ficam mais inatingíveis no mundo real. Por isso, com a crise econômica, o grande sucesso são as meninas belas e saradas, enchendo os sites eróticos da internet ou nas saunas relax for men, essa réplica moderna dos haréns árabes. Essas lindas mulheres são pagas para não existir, pagas para serem um sonho impalpável, pagas para serem uma ilusão. Vi um anúncio de boneca inflável que sintetizava o desejo impossível do homem de mercado: ter mulheres que não existam... O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation." Essa é a utopia masculina: satisfação plena sem sofrimento ou realidade.A democracia de massas, mesclada ao subdesenvolvimento cultural, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade ignorante como a nossa deu nisso: superobjetos se pensando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. A liberdade de mercado produziu um estranho e falso "mercado da liberdade". É isso aí. E ao fechar este texto, me assalta a dúvida: estou sendo hipócrita e com inveja do erotismo do século 21? Será que fui apenas barrado do baile?Arnaldo Jabor