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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O preço da liberdade


Já repararam o quanto, nos últimos tempos, temos nos deparado com cenas de INTOLERANCIA e mais ainda de IMPUNIDADE entre jovens e adolescentes?
Estava assistindo a reportagem acima  e ouvi de uma socióloga a qual não me lembro o nome agora que disse que em nosso país temos o hábito de PROTEGER NOSSOS FILHOS PASSANDO A MÃO NA CABEÇA e que o Brasil é um dos únicos países que age dessa maneira com relação aos filhos.
Não seria hora de mudarmos nossas atitudes e a forma como estamos criando nossos filhos?
Creio, assim como a maioria dos especialistas de que a culpa para tamanha catástrofe social sejam exatamente dos pais que não agem a não ser para proteger filhos que erram.

Alguem se lembra disso?

Toque de Recolher: contra ou à favor?

Mirassol, Itapura e Ilha Solteira, no interior do Estado de São Paulo, já estão sob o “toque de recolher” desde o dia 20 de abril. Com a medida, os menores de 18 anos não podem mais ficar nas ruas e em outros locais públicos, como shopping centers, bares, restaurantes e até Lan houses, depois das 23 horas. O objetivo é reduzir a criminalidade e os casos de violência envolvendo jovens e adolescentes.
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A medida foi baseada em atitude parecida determinada por um juiz de Fernandópolis, a 553 km da capital paulista, onde o toque de recolher foi adotado há quatro anos. Lá, segundo a polícia, o número de crimes envolvendo menores caiu 60%.
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Para um especialista em direito da criança e do adolescente, porém, a decisão é abusiva e fere liberdades constitucionais. “A liberdade de ir e vir, de educar e de poder escolher entre o que é certo e o que é errado são apenas algumas delas”, garante. 

Vem cá, gente:  Desde qdo um adolescente é dono do proprio bico, ainda mais nos dias de hj, onde uma adolescente mal sabe lavar as proprias calcinhas e já sai publicando vídeo pornô, mais sacana do que um profissional e um jovem não sabe nem arrumar a sua propria cama e nem ligar um fogão pra fritar um ovo?
Foi-se o tempo em que adolescentes homens já eram donos do seu proprio bico, com 16/17 anos já tinham que se virar, arrumar um trabalho e construir um futuro, por exemplo. HJ a sociedade e os tal ECA (que pra mim é eca mesmo), diz que menor nao pode trabalhar, mas aprontar pode, né?
Os pais tem mais é que tratarem de criar vergonha nessas caras lavadas deles e assumir a responsabilidade que lhes cabem.
Se a coisa começa a tomar proporções incontroláveis o Estado tem que intervir, na minha opinião!
Mas há aqueles que dirão: isso é DITADURA!
Acredito que os tempos da ditadura foram terríveis, porém uma sociedade não vive sem regras e a palavra regras causa alergia em muita gente> Mas não confundam ordem, regras,limites,  valores, princípios com ditadura, pelamor!
Uma sociedade formada por INDVIDUOS não pode viver sem REGRAS DE CONVIVENCIA. Também nao pode viver sem LIBERDADE, mas cá pra nós: A liberdade só serve pra quem realmente sabe usufruí-la....to exagerando?

Desde que o homem começou a viver em grupo, foi ele mesmo quem criou as regras de convivencia. O nosso dia a dia está cheio de regras, por exemplo: Eu não posso estacionar em qualquer lugar, eu não posso andar nua no meio da rua, eu não posso ouvir música alta depois das dez da noite. Eu não posso matar, eu não posso roubar e outros tantos crimes que estão previstos no Código Penal. No trabalho existem regras, nas escolas existem regras, em casa existem regras....
A gente precisa das leis, de limites e regras para se viver bem em grupo. Elas são essenciais porque organizam a sociedade e controlam os nossos instintos. Sem esses limites, não teríamos desenvolvido cultura, pensamento e linguagem. Sem a lei, o ordem, as regras de conduta e os limites a gente se perde. Elas não serve apenas para controlar o trânsito e impedir que os carros batam uns nos outros, mas para pôr ordem na nossa cabeça. Caso contrário, todo mundo viveria o caos, a loucura.
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O que muitos chamam de repressão eu chamo de por ordem nas coisas pra que voltemos à civilidade e pra que pratiquemos a tao falada cidadania. Qdo jovens estão nas ruas até a hora que querem eles nao respeitam o homem, a mulher, pais e chefes de família que precisam levantar cedo no outro dia pra defender o pão nosso de cada dia!
Eu já passei por todas as fases e entrei agora na fase adulta. Já fui adolescente, menor de idade, cheia de energia e adrenalina e com muita, mas muita pressa de viver. Lembro-me até hj que aos quinze nao via a hora de ser dona do meu proprio nariz, alcançar a maioridade logo pra fazer oq eu bem quisesse e se nao fosse um "freio" chamado família, talvez eu nao estaria aqui hj.
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Qdo a mídia mostra  um vídeo de adolescentes transando como se tivessem numa brincadeira qualquer, qdo eu vejo uma foto de dois adolescentes transando em publico numa balada, eu fico chocada, qdo vejo uma adolescente gravida, meu Deus....se eu que fui mae aos 21, nao tinha estrutura emocional e psicológica ainda, imagina uma dessas....

Precisamos fazer algo, antes que seja tarde, se é que já não é muito tarde, visto que os jovens de hoje serão os adultos de amanhã, se chegarem no amanhã

 

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Procura-se Garotões: O que ELAS buscam nos mais jovens?


Quase toda menina sonha com o dia em que será uma mulher de verdade, madura, responsável e independente. Mas quando esse dia chega, tudo o que elas mais desejam é poder retornar no tempo, para então sonhar mais uma vez, e inocentemente, com o dia em que serão mais velhas. Essa não aceitação da própria idade, segunda a maioria dos pesquisadores, surge do próprio funcionamento social. Ou seja, numa cultura que condiciona os afetos, a aparência e os ‘valores de mercado’, e em que a juventude e a beleza são fatores determinantes da realização pessoal, o avanço da idade faz com que muitas mulheres se sintam cada vez mais excluídas e marginalizadas. Estudos mostram que as mulheres brasileiras começam a se preocupar com a velhice (e também senti-la) aos 40 anos. Nesta fase, elas entram em crise, começam a fazer loucuras, plásticas, lipoaspirações, aplicações de botox, etc. Com os homens, o envelhecimento ‘simbólico’ chega mais tarde. Geralmente eles começam a se sentir mais velhos aos 60 anos, época da aposentadoria, citada por quase todos como “um grande marco do envelhecimento”. Mesmo assim, para homens e mulheres as coisas já foram bem piores. Na época de Balzac, a crise geralmente se instalava, pelo menos na teoria, aos 30 anos. Na prática, depois dos 20 as mulheres já relatavam um profundo sentimento melancólico provocado pelo processo de envelhecimento. Ainda de acordo com os antropólogos, no Brasil, as mulheres envelhecem ‘simbolicamente’ muito mais cedo do que os homens. Quanto mais velhas, menos chances elas encontram no mercado afetivo, sexual e profissional. Por sua vez, quanto mais velhos, mais os homens têm a oportunidade de explorar esse mesmo mercado.

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Apesar dessas diferentes concepções sociais, homens e mulheres relatam algumas queixas mais comuns decorrentes da idade. Elas reclamam mais da carência de um companheiro e da decadência do corpo. Já os homens se preocupam muito menos com a aparência, mas fixam suas queixas na perda de poder e de prestígio social. Nesse momento, tanto eles quanto elas procuram superar esses problemas com a presença de um parceiro que represente o resgate dos valores sociais perdidos. Daí a busca incessante por pessoas bem mais jovens, que funcionaram como extensores do próprio ‘eu’.

(fonte: http://www.arcauniversal.com.br/falaqueeuteescuto/temas )


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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Os HOMENS desejam MULHERES que NÃO existem?








Está na moda - muitas mulheres ficam em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pêlos pubianos nos salões de beleza. Ficam penduradas em paus-de-arara e, depois, saem felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, a vereda indicativa de um desejo inofensivo e não mais as agressivas florestas que podem nos assustar. Parecem uns bigodinhos verticais que (oh, céus!...) me fazem pensar em... Hitler. Silicone, pêlos dourados, bumbuns malhados, tudo para agradar aos consumidores do mercado sexual. Olho as revistas povoadas de mulheres lindas... e sinto uma leve depressão, me sinto mais só, diante de tanta oferta impossível. Vejo que no Brasil o feminismo se vulgarizou numa liberdade de "objetos", produziu mulheres livres como coisas, livres como produtos perfeitos para o prazer. A concorrência é grande para um mercado com poucos consumidores, pois há muito mais mulher que homens na praça (e-mails indignados virão...) Talvez este artigo seja moralista, talvez as uvas da inveja estejam verdes, mas eu olho as revistas de mulher nua e só vejo paisagens; não vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo meninas oferecendo a doçura total, todas competindo no mercado, em contorções eróticas desesperadas porque não têm mais o que mostrar. Nunca as mulheres foram tão nuas no Brasil; já expuseram o corpo todo, mucosas, vagina, ânus.O que falta? Órgãos internos? Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Muitas têm boquinhas tímidas, algumas sugerem um susto de virgens, outras fazem cara de zangadas, ferozes gatas, mas todas nos olham dentro dos olhos como se dissessem: "Venham... eu estou sempre pronta, sempre alegre, sempre excitada, eu independo de carícias, de romance!..."Sugerem uma mistura de menina com vampira, de doçura com loucura e todas ostentam uma falsa tesão devoradora. Elas querem dinheiro, claro, marido, lugar social, respeito, mas posam como imaginam que os homens as querem.Ostentam um desejo que não têm e posam como se fossem apenas corpos sem vida interior, de modo a não incomodar com chateações os homens que as consomem.A pessoa delas não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele.Mas, que nos prometem essas mulheres virtuais? Um orgasmo infinito? Elas figuram ser odaliscas de um paraíso de mercado, último andar de uma torre que os homens atingiriam depois de suas Ferraris, seus Armanis, ouros e sucesso; elas são o coroamento de um narcisismo yuppie, são as 11 mil virgens de um paraíso para executivos. E o problema continua: como abordar mulheres que parecem paisagens?Outro dia vi a modelo Daniela Cicarelli na TV. Vocês já viram essa moça? É a coisa mais linda do mundo, tem uma esfuziante simpatia, risonha, democrática, perfeita, a imensa boca rósea, os "olhos de esmeralda nadando em leite" (quem escreveu isso?), cabelos de ouro seco, seios bíblicos, como uma imensa flor de prazeres. Olho-a de minha solidão e me pergunto: "Onde está a Daniela no meio desses tesouros perfeitos? Onde está ela?" Ela deve ficar perplexa diante da própria beleza, aprisionada em seu destino de sedutora, talvez até com um vago ciúme de seu próprio corpo. Daniela é tão linda que tenho vontade de dizer: "Seja feia..."Queremos percorrer as mulheres virtuais, visitá-las, mas, como conversar com elas? Com quem? Onde estão elas? Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que nosso sexo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, nos provocando desejo para me vender satisfação. É pela dificuldade de realizar esse sonho masculino que essas moças existem, realmente. Elas existem, para além do limbo gráfico das revistas. O contato com elas revela meninas inseguras, ou doces, espertas ou bobas mas, se elas pudessem expressar seus reais desejos, não estariam nas revistas sexy, pois não há mercado para mulheres amando maridos, cozinhando felizes, aspirando por namoros ternos. Nas revistas, são tão perfeitas que parecem dispensar parceiros, estão tão nuas que parecem namoradas de si mesmas. Mas, na verdade, elas querem amar e ser amadas, embora tenham de ralar nos haréns virtuais inventados pelos machos. Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém quer ser real hoje em dia - foi uma decepção quando a Tiazinha se revelou ótima dona de casa na Casa dos Artistas, limpando tudo numa faxina compulsiva.Infelizmente, é impossível tê-las, porque, na tecnologia da gostosura, elas se artificializam cada vez mais, como carros de luxo se aperfeiçoando a cada ano. A cada mutação erótica, elas ficam mais inatingíveis no mundo real. Por isso, com a crise econômica, o grande sucesso são as meninas belas e saradas, enchendo os sites eróticos da internet ou nas saunas relax for men, essa réplica moderna dos haréns árabes. Essas lindas mulheres são pagas para não existir, pagas para serem um sonho impalpável, pagas para serem uma ilusão. Vi um anúncio de boneca inflável que sintetizava o desejo impossível do homem de mercado: ter mulheres que não existam... O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation." Essa é a utopia masculina: satisfação plena sem sofrimento ou realidade.A democracia de massas, mesclada ao subdesenvolvimento cultural, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade ignorante como a nossa deu nisso: superobjetos se pensando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. A liberdade de mercado produziu um estranho e falso "mercado da liberdade". É isso aí. E ao fechar este texto, me assalta a dúvida: estou sendo hipócrita e com inveja do erotismo do século 21? Será que fui apenas barrado do baile?Arnaldo Jabor