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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pra que estudar se posso ser jogador de futebol ou político?

Um estudo sobre o estresse psicológico dos atletas no futebol de campo constatou que 48,9% dos atletas entrevistados não estavam estudando, enquanto72,4% não tinham o ensino fundamental completo. "Além disso, muitos deles afirmam que os treinamentos, os jogos e as viagens são os principais responsáveis pela desistência do estudo", revela o professor Nairton Azevedo, do Departamento de Educação Física da UFPE.
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Diminuiu de 413 para 401 o número de deputados eleitos com Ensino Superior completo, na comparação entre a eleição de domingo e a de 2006. Por outro lado, subiu de 38 para 44 a bancada dos que não concluíram a faculdade.

Na próxima legislatura, o número de deputados com o Ensino Médio completo diminuirá em dois, para 44, e a Câmara continuará tendo três parlamentares com o Ensino Médio incompleto.

Já a turma dos deputados com apenas o Ensino Fundamental completo será a que mais crescerá, subindo de sete para dezoito integrantes. A partir de 2011, serão dois os deputados com o Ensino Fundamental incompleto, contra cinco da atual legislatura. Além disso, a Câmara continuará tendo um parlamentar que só lê e escreve. Os dados constam de levantamento feito por técnicos da Casa com os dados divulgados pelo TSE.

(Por Lauro Jardim)


Estas notícias me deixam triste e indignada, porque na hora de um debate muitos políticos prometem investimentos na área da educação e ao mesmo tempo determinadas instituições da esfera política e social escancaram suas portas e recebem indivíduos mal preparados intelectualmente. Isso mostra o quanto o ser humano está se desvalorizando, porque somos ditos diferentes dos demais animais justamente pela nossa capacidade de raciocinar e pensar. O dinheiro, a fama e o poder tem deixado o ser humano cada vez mais irracional a tal ponto de caminharmos para uma "desevolução" humana

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Carisma e bom caráter andam sempre de mãos dadas?


Pessoas das mais populares entre políticos, artistas, colegas de profissão, amigos e familiares são sem dúvida os carismáticos, ou os imãs sociais: Aqueles que por ondem passam chamam a atenção e atraem as pessoas, que possuem talento de influenciar pessoas e até de se promover por meio do carisma.


A psicanalista Priscila Faria Gaspar considera o carisma uma questão de empatia e identificação. "As pessoas costumam ter desejos e aspirações e, geralmente, o carisma está ligado à concretização deles. Ou seja, a pessoa carismática espelha o ideal de outros, materializa os desejos de determinada sociedade, variando de grupo e cultura. Ele está sempre associado a algum valor, como a capacidade de liderança, a bondade, a beleza“, explica a psicanalista.

Mas será que todo carismático tem bom caráter?

O carisma sem caráter vem revestido de uma máscara. Aquele brilho que vemos nem sempre representa uma pessoa do bem.
Quantos políticos chegam ao poder baseados em carisma e algum tempo depois vemos sua mascara cair?
Quantos artistas admiramos e lá um dia vem à tona a verdadeira face escondida por trás do brilho do estrelato?
E o que dizer dos predadores sociais que possuem charme, inteligencia porém não conhece emoções e sentimentos nobres tais como o arrependimento, a solidariedade, o amor ao próximo e a compaixão?


O país que se dane, a cidade que se dane, o povo que se dane! É assim que ele pensa no seu íntimo. A habilidade de mentir e manipular despudoradamente, muitas vezes sem levantar suspeitas, de hipinotizar platéias com sua lábia, seu dom de oratória, faz com que ele se saia bem na política e na liderança de grupos. Vide: Mussolini, Hitler, Nero, Átila, Collor, etc. São tecnicamente incapazes de frear seus impulsos sacanas e se munem de desculpas para justificar seu comportamento quando necessário, com a destreza e o talento de um brilhante ator.

Então abra seu olho e não se encante com aquele que se mostra brilhante demais, que faz discursos afetivos e atrai muitos, pois nem sempre o carisma anda de mãos dadas com o Caráter que mostra o que é ser autêntico, não deixando suas convicções serem vendidas e rotuladas por modismos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Desevolução Humana




A cada dia, eu Valeria, me convenço que o ser dito humano está desevoluindo por tamanha ganancia, preservação territorial e sede de fama, poder e dinheiro.
Depois dizem que os animais é que são irracionais, mas me digam:
Qual animal usa suas crias pra obter vantagens, fama, poder?
Qual animal arquiteta planos de exterminar outro com requintes de crueldade a fim de lavar sua honra e guardar seu dinheiro?

É por essas e outras que a cada dia que passa mais admiro e amo os animais e quero terminar meus dias, se possivel, só ao lado deles! Brigitte Bardot que o diga se estou errada!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Mas heinnnnnnnnnnn....

Aonde vamos parar com tanta futilidade?
O mundo 'pirou', enlouqueceu. E eu me revolto todos os anos com o CARNAVAL e o FUTEBOL que nao passam de um "anestesico", uma droga alucinógena para um bando de alienados tupiniquins robotizados, que voltam cada vez mais pobres no bolso e no espírito.








A ausência, nas revistas femininas, de debate político, de assuntos econômico-finaceiros, das estratégias e objetivos sociais, das questões jurídicas e opinativas é extremamente expressiva quanto à participação presumida, à capacidade de discussão e criação, ao próprio nível intelectual das mulheres que as compram. Neguemos os estereótipos, as discriminações e a medicalização do discurso contra as mulheres, que nos quer afrontar a inteligência e pretende relegar as mulheres a papéis secundários, “biologizantes” e inferiores.







Prestem atenção nas atualizações do orkut. São sempre as mesmas fotos das mesmas garotinhas (não importa se sozinhas no espelho do banheiro ou em grupo fazendo biquinhos) ou dos mesmos caras fazendo um legal com o braço mais fortinho após dois meses de academia. E não são apenas as fotos, as músicas do ‘quem sou eu’, as legendas das fotos, os depoimentos…é sempre tudo pouco inteligente, inútil, fútil.
Quase sempre a futilidade vem acompanhada de uma “bundinha, peitinhos e carinha de gostosinha” pois prá que cérebro e respeito aos sentimentos alheios?! “Eu não preciso, tenho uma bundinha, peitnhos e carinha gostosinha e isso me basta! Os caras correm atrás de mim, pagam as coisas prá mim, e quando minha bundinha e peitinhos caírem e minha carinha de gostosinha começar a enrugar, aí eu vejo o que faço.”
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Defino pessoas fúteis como aquelas que abrem mão da própria personalidade em nome de um grupo que nada lhes trará, que exige delas um comportamento bobo e robotizado, do caso contrário elas podem ser vítimas desse comportamento. O materialismo é muito presente entre essas pessoas para que elas possam mostrar através do que compraram ‘o poder (financeiro)’ que tem e que vão exercer sobre quem ‘pode menos’.
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O culto ao corpo também, para os homens ter uma barriga tanquinho e corpo no modelo de tábua de passar roupa (daqueles triangulos invertidos, sabe?) é estar na moda. Já viram pelos orkuts da vida quantos perfis de homens sem camisa fazendo poses malabaristicas e caras de machos comedores? Já para as mulheres é lei estar magra e se julgar gorda, e, se possível, usar roupas vulgares para que o corpo possa ser notado. Homens para elas trazem status, principalmente se estiverem acompanhados de um carro do ano, simboliza um magnetismo pessoal grande, um domínio sobre o sexo oposto.
Falar que ama convém, mas amar é muito difícil. Já perceberam os namoros de hj? Já se diz um "EU T AMO" logo na primeira semana, mas passado um mes um vira por outro e diz: "Me enganei com vc, vc nao é td aquilo que eu pensava, então tchau, hein? A gente se cruza por aí! "
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Só quem tem personalidade ama sinceramente, e a falta de personalidade nestas pessoas limita muitas coisas, muito sentimentos, inclusive o amor. O conceito da vida dos outros é propriedade delas, elas tem o poder de julgamento, só elas conseguem perceber quem realmente é feliz. Como??? Pelas roupas que a pessoa usa, pelo jeito que ela fala, pelo grau de autenticidade (deve ser pequeno) que ela tem, pelo carro, pela casa, pelo cabeleireiro da moda, pelas festas e badalações. A fofoca é o idioma oficial e não falo só de mulheres fofoqueiras não, os HOMENS estão se tornando cada vez mais apurados no quesito fofoca. Perceba que se perguntar a pessoas assim que profissão pretendem seguir, lhes dirão uma profissão de status, ou então, no caso das mulheres, um casamento bem sucedido com alguém que tenha “poder”. Para elas não interessa vocação, elas não tem personalidade então não tem vocação, o que importa é que elas sejam admiradas pelo “trabalho”. E o objetivo real da vida delas, mesmo que não seja comentado, todas sabem, é passar a vida ‘enganando homens e mulheres’ para um dia se sentirem uma mulher ou homem cobiçados que podem conseguir o que quiser através de ‘aventuras amorosas’. Se uma pessoa fútil pode mudar?? Sim, se tiver sorte. Se acontecer algo bem forte que apague todo o rosa-choque que existe como lente entre seus olhos e o mundo. Pra ela ver que existem muitas coisas além de aparências, conveniências, status, popularidade e que ter, assumir e viver pela própria personalidade é o único jeito de encontrar o rumo certo pra própria vida. Por que as pessoas fúteis são assim? Elas nascem assim? Acho que não. Existem muitos fatores para influenciar. A mídia é um bem forte. A educação, talvez. As amizades...

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A futilidade é instintiva no humano, seja ele jovem ou de mais idade ele sempre será futil. A diferença entre os dois é a intensidade da futilidade e a canalização da mesma. Os objetivos, gostos, jeitos e perpectivas mudam com o tempo, e assim as futilidades tornam-se catastroficamente diferentes entre um e o outro. Porem sempre será uma futilidade.
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Temos uma facilidade muito grande de fazer algo, supérfluo, se tornar algo essencial em nossas vidas. A internet é uma delas, vivemos durante muito tempo sem essa tecnologia, mas agora é como se ficassemos incapazes de efetuar o que quer que seja sem ela. Estamos em uma geração onde tudo o que precisamos está ao nosso alcance, chegando até nós com uma velocidade muito forte comparada com alguns anos atrás.Tanta facilidade e agilidade, faz com que nós seres humanos nos ACOMODEMOS cada vez mais. Isso não acontece apenas com novas tecnologias, se pararmos para avaliar a história do ser humano perceberemos que nós trazemos conosco instindos de milhares de anos atrás que não são capazes de serem alterados com rapidez. As pessoas não costumam fazer pesquisas para os seus trabalhos, como faziam antes, os livros e as boas leituras estão cada vez mais distantes delas. Consequentemente, nós que estamos vivenciando esta era digital, acabamos por nos tornar seres com um raciocinio lógico inferior aos que não tiveram acesso á essas novas tecnologias, não unicamente os computaderes e sua companheira Internet, mas também todas as outras facilidades do mundo contemporaneo.
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Hoje, Deus é a auto-imagem.
Religião, é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é 'malhação'.
Amor é 'cafona',
Sinceridade é careta,
Pudor é ridículo,
Sentimento é 'bobagem'.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode.
Envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.



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A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? “TO PAGANDUUUUUU!” Nummmmmmmmmmm é?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza.
Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda.
Nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Mas...uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados no físico e atrofiados no cérebro, aos vinte anos não é natural.
Não é, não pode ser.
Deus permita que voltem do coma sem sequelas.




domingo, 22 de fevereiro de 2009

Os HOMENS desejam MULHERES que NÃO existem?








Está na moda - muitas mulheres ficam em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pêlos pubianos nos salões de beleza. Ficam penduradas em paus-de-arara e, depois, saem felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, a vereda indicativa de um desejo inofensivo e não mais as agressivas florestas que podem nos assustar. Parecem uns bigodinhos verticais que (oh, céus!...) me fazem pensar em... Hitler. Silicone, pêlos dourados, bumbuns malhados, tudo para agradar aos consumidores do mercado sexual. Olho as revistas povoadas de mulheres lindas... e sinto uma leve depressão, me sinto mais só, diante de tanta oferta impossível. Vejo que no Brasil o feminismo se vulgarizou numa liberdade de "objetos", produziu mulheres livres como coisas, livres como produtos perfeitos para o prazer. A concorrência é grande para um mercado com poucos consumidores, pois há muito mais mulher que homens na praça (e-mails indignados virão...) Talvez este artigo seja moralista, talvez as uvas da inveja estejam verdes, mas eu olho as revistas de mulher nua e só vejo paisagens; não vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo meninas oferecendo a doçura total, todas competindo no mercado, em contorções eróticas desesperadas porque não têm mais o que mostrar. Nunca as mulheres foram tão nuas no Brasil; já expuseram o corpo todo, mucosas, vagina, ânus.O que falta? Órgãos internos? Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Muitas têm boquinhas tímidas, algumas sugerem um susto de virgens, outras fazem cara de zangadas, ferozes gatas, mas todas nos olham dentro dos olhos como se dissessem: "Venham... eu estou sempre pronta, sempre alegre, sempre excitada, eu independo de carícias, de romance!..."Sugerem uma mistura de menina com vampira, de doçura com loucura e todas ostentam uma falsa tesão devoradora. Elas querem dinheiro, claro, marido, lugar social, respeito, mas posam como imaginam que os homens as querem.Ostentam um desejo que não têm e posam como se fossem apenas corpos sem vida interior, de modo a não incomodar com chateações os homens que as consomem.A pessoa delas não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele.Mas, que nos prometem essas mulheres virtuais? Um orgasmo infinito? Elas figuram ser odaliscas de um paraíso de mercado, último andar de uma torre que os homens atingiriam depois de suas Ferraris, seus Armanis, ouros e sucesso; elas são o coroamento de um narcisismo yuppie, são as 11 mil virgens de um paraíso para executivos. E o problema continua: como abordar mulheres que parecem paisagens?Outro dia vi a modelo Daniela Cicarelli na TV. Vocês já viram essa moça? É a coisa mais linda do mundo, tem uma esfuziante simpatia, risonha, democrática, perfeita, a imensa boca rósea, os "olhos de esmeralda nadando em leite" (quem escreveu isso?), cabelos de ouro seco, seios bíblicos, como uma imensa flor de prazeres. Olho-a de minha solidão e me pergunto: "Onde está a Daniela no meio desses tesouros perfeitos? Onde está ela?" Ela deve ficar perplexa diante da própria beleza, aprisionada em seu destino de sedutora, talvez até com um vago ciúme de seu próprio corpo. Daniela é tão linda que tenho vontade de dizer: "Seja feia..."Queremos percorrer as mulheres virtuais, visitá-las, mas, como conversar com elas? Com quem? Onde estão elas? Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que nosso sexo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, nos provocando desejo para me vender satisfação. É pela dificuldade de realizar esse sonho masculino que essas moças existem, realmente. Elas existem, para além do limbo gráfico das revistas. O contato com elas revela meninas inseguras, ou doces, espertas ou bobas mas, se elas pudessem expressar seus reais desejos, não estariam nas revistas sexy, pois não há mercado para mulheres amando maridos, cozinhando felizes, aspirando por namoros ternos. Nas revistas, são tão perfeitas que parecem dispensar parceiros, estão tão nuas que parecem namoradas de si mesmas. Mas, na verdade, elas querem amar e ser amadas, embora tenham de ralar nos haréns virtuais inventados pelos machos. Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém quer ser real hoje em dia - foi uma decepção quando a Tiazinha se revelou ótima dona de casa na Casa dos Artistas, limpando tudo numa faxina compulsiva.Infelizmente, é impossível tê-las, porque, na tecnologia da gostosura, elas se artificializam cada vez mais, como carros de luxo se aperfeiçoando a cada ano. A cada mutação erótica, elas ficam mais inatingíveis no mundo real. Por isso, com a crise econômica, o grande sucesso são as meninas belas e saradas, enchendo os sites eróticos da internet ou nas saunas relax for men, essa réplica moderna dos haréns árabes. Essas lindas mulheres são pagas para não existir, pagas para serem um sonho impalpável, pagas para serem uma ilusão. Vi um anúncio de boneca inflável que sintetizava o desejo impossível do homem de mercado: ter mulheres que não existam... O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation." Essa é a utopia masculina: satisfação plena sem sofrimento ou realidade.A democracia de massas, mesclada ao subdesenvolvimento cultural, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade ignorante como a nossa deu nisso: superobjetos se pensando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. A liberdade de mercado produziu um estranho e falso "mercado da liberdade". É isso aí. E ao fechar este texto, me assalta a dúvida: estou sendo hipócrita e com inveja do erotismo do século 21? Será que fui apenas barrado do baile?Arnaldo Jabor