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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Assassinos do Planeta


Os maiores assassinos do planeta são o uso do combustível fóssil (que um dia vai acabar!!!!) e a agricultura, segundo a pesquisa “Impactos ambientais do consumo e da produção: produtos e materiais prioritários”, divulgado pela Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), com sede em Bruxelas.

Você já se perguntou de onde vêm e para onde vão as coisas que consumimos? Até quando vai existir matéria-prima?

Evidentemente o elevado número de pessoas no Planeta é um fator de pressão sobre o meio ambiente. A China, por exemplo, é um país que controlou o crescimento da população, mas liberou o crescimento do consumo e já é o maior mercado para alimentos, moradias, eletrodomésticos, motocicletas, automóveis, celulares, etc, coisa semelhante está ocorrendo no Brasil (alguém se lembra do Lula dizendo para consumirmos?). Vejo isso como um gigante de ouro com pés de barro!

Uma população maior, com um consumo maior, gera uma montanha maior de lixo e resíduos. Desta forma, a produção e o consumo humanos agridem a natureza duplamente: primeiro sugam os recursos naturais, depois devolvem um volume imenso de lixo que volta para a natureza poluindo os rios, os oceanos, o ar, os terrenos e degradando o meio ambiente. Mesmo o lixo recolhido em aterros sanitários é fonte de poluição e ocupa terrenos e áreas cada vez maiores em torno das grandes cidades, salvo quando um ou outro país não resolve exportar o seu lixo para outros países (alguem se lembra do epsódio da Inglaterra e recentemente da Alemanha que nos enviou os seus lixos?)

As estatísticas mostram que, no Brasil, são gerados 240 mil toneladas de lixo urbano por dia (desde uma simples fralda descartável do seu bebê até um eletrodoméstico). Pequena parte é reciclada e a maior parte (fora aqueles que são jogados diretamente no mato, rios e oceanos) vai para aterros sanitários ou lixões. São mais de 200 mil toneladas de lixo e resíduos que ocupam espaço, degradam o ambiente, geram doenças. A decomposição do lixo produz metano (CH4), gás carbônico (CO2) e outras gases poluentes que reforçam o aquecimento global. O chorume, por exemplo, se infiltra no solo e contamina os lençóis freáticos, com o seu alto teor de acidez e bactérias.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O novo Brasil da Sociedade de Consumo


O tempo todo estamos sendo bombardeados por notícias "otimistas" sobre o crescimento e aquecimento da economia em nosso país. Com isso cada vez mais as pessoas se anestesiam e sentem-se motivadas a consumir e acreditam que não há nada de errado nisso. Acreditam elas que as oportunidades agora são iguais para todos, ou seja, os pobres estão chegando lá no mesmo patamar dos ricos (será?) É pregado pela atual sociedade de consumo que se você trabalhar mais competindo no mercado de trabalho (não importa de qual maneira), se endividar com prestações à perder de vista nos cartões e carnês da vida, terá grandes chances de se equiparar ao ricos e famosos e usufruir de todas as mordomias dos mesmos (quem sabe a proxima capa da revista Caras, terá você, nao é?)

Tudo bem! Ninguem gosta de ser pobre, passar apertado todo mês, andar de busão lotado, nao poder usar todas as roupas da moda, nao poder adquirir os melhores eletro- eletrônicos, mas será que nao estamos exagerando?

Li em um blog a seguinte passagem: "Paulo Freire afirmava que o grande papel da educação deveria ser o de libertar as pessoas da escravidão do consumismo. Entretanto, somos estimulados o tempo todo, desde criancinhas, e por todos os meios a consumir sem parar! Ao invés de tentarmos nos libertar, ou de questionarmos este modelo, queremos consumir mais e mais, num padrão tão elevado quanto o dos ricos e famosos, incensados pela mídia para que os tomemos como modelo a serem seguidos e invejados."

Junto com esse desejo desenfreado surgem sentimentos que têm nos colocado abaixo dos animais os quais chamamos irracionais, mas será que são eles mesmos os irracionais deste cenário? Estamos à cada dia mais frios, egoístas, solitários e pobres levados a perseguir um modelo de consumo inalcançável e que só fará manter os pobres mais pobres e escravizados à necessidade de trabalhar sem descanso a vida toda, deixando atrás de si famílias desestruturadas, pessoas ansiosas, e um planeta arrasado com nosso lixo e briga por espaço.

Somos induzidos e conduzidos a consumir não por que precisamos, mas por que merecemos, desejamos, podemos. A falta de dinheiro, que deveria funcionar com um freio, é superada rapidamente pelo crédito fácil e prestações a perder de vista que beiram a irresponsabilidade, ao tratamento cordial que nos é dado quando vamos aos bancos e lojas.
Construímos um futuro de ouro mas cujo os pés são de barro nos escravizando às dívidas, obrigando-nos a dedicar mais ao trabalho esquecendo que nosso corpo e mente precisam de descanso